Retornei no último dia 9 de Abadi. Trouxe apenas um vidrinho de remédios e muitos desafios. O processo particular de reconstrução parece que se iniciou comigo dando os próximos passos aqui em Salvador. Estou em encaminhando para isso, uma maior independência do universo goiano e tentando agora fazer a lição na própria casa. Ontem retornei ao centro antigo, onde me encontrei com o pessoal do curso básico, o qual havia abandonado. Ouvi uma preleção sobre dádivas e responsabilidades sobre elas, o que muito me interessou. Tinha apenas eu e uma outra pessoa, que já faz parte do próprio centro. A preleção parecia destinada a mim mesma, uma vez que tratava de assuntos sobre os quais eu tinha dúvidas. Achei interessante a menção à forma como pessoas diferentes praticam sua fé e se os meios são grandes ou pequenos, isso não importa. O importante é que Deus sempre ausculta nosso coração e acompanha o que colocamos e emitimos a partir dele. Ouvi outras situações essa semana, prestei atenção em um outro orador que nos dizia para proteger o nosso coração, silenciando-nos em situações que protejam a nossa mente e os nossos sonhos, que é por onde a vida se encaminha. Gostei de reencontrar Lorena, Eduarda e Sheila e, de alguma forma, me reencontrar com Tina. Agradeço a Deus pelas buscas, pelas visitas e por procurar me reencontrar comigo mesma.
Desde ontem tentando dar uma revitaliza na casa. Visitei ontem uns apartamentos criando coragem para concretizar o plano antigo de mudar de casa. Na saída dei de cara com um sem teto dormindo no chão duro da calçada, protegido apenas por uma coberta colorida que o protegia do solo. Achei inusitada a estranha presença, num horário em que o sol já ia um pouco alto: 9h30min. Saí, visitei alguns lugares que em nada me agradaram. Quando comparava com o meu ninho, aqui, sempre tendia para aquilo que já conhecia, não por nada, mas porque os novos futuros lares ainda perdiam para o meu. Visitei um apê interessante na Pituba, já vazio, onde uma amiga morou. Tentei encontrar sem sucesso o proprietário. Fiquei de ligar à noite, por sugestão da esposa dele. Retornei pra casa acreditando num processo que necessita ainda muita escuta interior, movida a fazer a mudança, mas com certas dúvidas. Na entrada da garagem, identifiquei em cima do lixo que já aguardava a Limpurb para ser recolhido o mesmo sem teto que tinha visto pela manhã. A cena, dantesca, ele devorando vorazmente, um resto de leite de uma lata praticamente vazia, e continuava ali, faminto, ávido por algo que aplacasse a sua fome. Aquilo não apenas me questionou, mas virou a própria questão. Então, reclamando de barriga cheia? Que tal em vez de mudar de casa, mudar de atitutude? Hoje amanheci assim, cheia de atitude. No teto de casa, palavras-chaves do tipo de energia, desejo, posicionamento, que preciso desenvolver, foram dependurados em pequenas faixas de papéis. lembrando-me o quanto tenho que me reposicionar e me dirigir durante todo o ano. Preciso renovar a minha casa interior, me oferecer a oportunidade de contruir minha própria nação, que supere pensamentos e atitudes desconectados com o meu mundo e dos que estão ao redor.
Fique com uma poesia de Manuel Alegre, poeta português:
Até mais!
É PRECISO UM PAÍS...
Não mais Alcácer Quibir. É preciso voltar a ter uma raiz um chão para lavrar ...um chão para florir. É preciso um país.
Não mais navios a partir para o país da ausência. É preciso voltar ao ponto de partida é preciso ficar e descobrir a pátria onde foi traída não só a independência mas a vida.
De 4 a 8 de agosto acontece a Festa Literária de Paraty (Flip). O evento este ano está bombando, com presenças que vão do poeta Ferreira Gullar, aos meus amados e admirados Isabel Allende e Peter Burke. Dei uma olhadinha nas propostas de pousadas, mas os valores são astronômicos, girando em torno de 900 reais para os pacotes mais baratos. E só com direito a café da manhã!. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 05/07. Uh lá lá! Tô de água na boca com essa programação maravilhosa. Vamos ver o que acontece. Vejam aí e se deliciem também.
Demais o sarro tirado por Bento Ribeiro no "Furo MTV" sobre a proposta de Cláudia Leite em registrar em livro os 10 anos de carreira. Segundo Bento e Dani Calabresa, o problema do livro será encontrar o conteúdo para preencher esses 10 anos. A tirada forte é que Claudinha pensa em chamar os amigos para escreverem sobre a contribuição do trabalho dela em suas vidas. Levantando duas folhas de papel A4 em Branco, Bento dizia que aquela eram sua contribuição. KKKKKKKK. Não é demais? Sei não quela dupla...
De mesa redonda e desafios das formigas em suas colônias
Olá, meu tanebits!
Reinaugurando o espaço depois de mais de um ano sem tocar nele.
Na quinta participo na UFRB - Cachoeira - Bahia de uma mesa redonda sobre Blogs, Jornalismo e Democracia. Para início de conversa. Deixo o registro.
Em andamento conto ou romance que escrevo sobre formigas e os desafios que encontram em suas colônias organizacionais. Inspiro-me em José Saramago e sua profunda literatura humanista. Nesse caso, uma versão botanizada.
Hoje é dia 1. de fevereiro. Amanhã é dia de festa no mar em Salvador.
Retornei domingo passado de São Paulo, após uma semana de férias por lá. Revi amigos, fiz acunpuntura, e, num encontro inusitado, conheci Wanderléa. Essa mesma, a cantora.
Era quinta-feira e ela estava vestida de Léa. Cabelos louros presos, olhos verdes vivos e uma alma encantadora. Fui com minha amiga que me hospedara e fui um encontro inesquecível. Fomos buscar cópias do novo cd de Léa, que acaba de ganhar o prêmio de disco do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte.
Nossa conversa animada em torno da mesa de jantar girou em torno do novo disco, programas de tv, escritos e formas de ver o mundo. Considerei ao final que Léa tem tudo para se tornar uma grande articulista e escrever histórias interessantes.
Fiquei feliz com o encontro e, como sempre, me deu vontade de tirar um caldo dessa mistura buscando, quem sabe com a Sambaíba, revelar esses talentos.
Ao final ela me presenteou com um cd seu, onde continha: "Para Rosa, muito prazer, visse?" Wanderléa.
Acabo de retornar de Abadiânia. Limpando, mais uma vez, a alma. Tive um encontro bom com Amir, entre chicletes e sopas. Nos divertimos e confirmamos nosso amor recíproco. Encontrei-me com Marinês, ajudei Noêmia, circulei entre açaí e cremes de mangas que me tirou o sono. Hoje fui à praia, numa tarde passada entre conversas com Ana e Paulo Renan. Saudades para além do Tejo, meu tanebits! Até mais!
Assistir ao "Ensaio sobre a cegueira" abriu um buraco no meu estômago. Fiquei ali aquelas mais de duras horas, enojada, com a bexiga pedindo brutalmente uma saída para excrementos que enojava minha alma. Foi muito difícil aguentar toda aquela violência simbólica. Não imaginei que esse buraco trazido por Saramago fosse tão fundo. Talvez por isso no aeroporto do Rio, vinda de Floripa, tenha resistido a comprar aquele exemplar que me chamava: - literatura de primeira, eu pensava. Mas, com certeza, difícil de digerir, imaginava.
O Ensaio é isso aí: um soco no estômago em um mundo prestes a explodir em violência física, estatal, mas, principalmente, simbólica.
Me peguei essa semana envolta neste tema. Observando as miudezas de relações fracassadas e me perguntando até quando certos atos duram impunes e incólumes. São pedacinhos desses algo que vemos diariamente serem reproduzidos e você se pergunta sobre as conseqüências, sobre você enquanto enxerga - porque não é cega - e sobre os céus, que sempre vêem. Sempre soube disso, mas às vezes fica muito difícil acreditar que salvação acontece;que a virtude de enxergar seja devolvida. Porque a gente quer tudo pra logo, pra já.
Retornando da viagem a Floripa. Senti o início de uma nova fase. Misto de interior, exterior; De direção.
Revi amigos, fiz outros e Floripa estava fria. Cachaçaria, Botequim, Chocolate quente, sorvete na Lagoa me esquentaram um pouco, como o sol único do dia da chegada e a tarde da partida.
É bom parar e auscultar. Se auscultar. Sim. É preciso se dizer sim.
De volta ao ponto de partida. Passaram-se quatro meses desde o último post. Fui relembrando os acontecimentos e os fatos. Retomo agora o projeto de escrever sobre Montserrat. Assisti aos videos sobre o vulcão, encomendados a um morador. Falta-me um pouco de coragem de associar Montserrat às minhas vivências em Abadiânia. Os dois têm muito pouco um do outro, mas quem sabe dá pra fazer uns cruzamentos das cidadezinhas e aproveitar para falar de seres humanos e de seus desejos de viver e morrer.
Hoje estou aqui em Abadiânia. Vim para o já costumeiro renovar espiritual. É sempre interessante porque acaba-se conhecendo pessoas e voltando-se äs mesmas que vc deixou. Como velhos conhecidos. É a minha amiga do salão, a outra da pizzaria, a Maria Eduarda (3 anos), é o pessoal do hotel ...
Encontrei com Peter desta vez. Foi a primeira pessoa com quem me bati. Pareceu-me um pouco mais distante desta vez. Revi Marinês, hoje ainda mais às voltas com a imersão no mundo de descobrimento espiritual... E assim vamos...
Estou entre retornar no domingo ou na quinta-feira próxima, véspera do retorno ao trabalho. Acho que não será uma escolha difícil porque tendo a partir no domingo mesmo.
Hoje é o último dia do verão. Salvador amanheceu manhosa, meio nublada. Deu uma chuvinha à noite. Esta manhã será apenas de muito trabalho. Fechando correções para os artigos de Portugal e do Brasil.
De resto, lendo algumas coisas sobre a temática das cidades e tentando me desestressar. Tive uma semana punk, de muito trabalho e pressões associadas.
Devo aproveitar mais tarde o último pôr-do-sol do verão. Tenho saudades de Steve, de Méa, de Ana Maria...
Choveu durante a manhã de hoje. Acabei ficando em casa envolta em pesquisas para os meus projetos.
A semana que passou foi razoável em relação às corriqueiras pressões. Consegui gerenciá-las. Iniciei o processo de batalhar por uma melhor alimentação e para isso tive que dispensar a faxineira. Chegar em casa e encontrar alimentos preparados é tudo que preciso para e ajudar a enfrentar a perda de energia do batente.
Ontem fui ver O caçador de Pipas. Simplesmente um momento poético bem elaborado.
Hoje estou envolta em dúvidas entre viajar ou ficar na cidade, envolta que estou em minhas próprias necessidades.
Domingo de sol em Salvador. Descubro-me interessada nas pequenas coisas. Ontem revi Nothing Hill, depois de um montão de anos. Adquiri o dvd e, romanticamente, quero revê-lo mais vezes. Descobri também umas pérolas, como um show em um dvd (Montserrat) feito especificamente para ajudar os moradores da ilha de Montserrat, no Caribe, atingida no início da década de 1990 por um vulcão. Fato desconhecido para mim.
Fui atraída pela capa do dvd, na qual aparece um lagartinho. O mesmo lagarto que desenhamos - eu e Maria Eduarda, uma meninha de 2 anos - para Graciela, num bilhetinho dirigido a ela quando ainda estava na UTI. Acreditei piamente que o lagarto na capa do dvd tinha realmente algo a ver comigo. São sondangens para um futuro texto literário, certamente. Não sei ainda o que vai ser. Tenho certeza que tem a ver com Montserrat. Iniciarei minhas pesquisas sobre o fenômeno vulcânico e acho que vou situar minha narrativa na tensão daquele lugar. Então, penso que esse dvd tem algo a ver.
Nele encontrei maravilhas, como Paul Macartney cantando yesterday e a canção "Hey Jude", ao lado de feras, como Elton John. Simplesmente uma delícia.
Estou muito curiosa a respeito das informações sobre a ilha.
É carnaval na cidade. De mansinho acompanho esses passos momescos. Tenho me atido mais aos projetos e leituras sempre acumuladas, além de uma maior atenção ao descanso. Desde o final de ano um pouco conturbado sinto o corpo (e a alma) pedindo uma paradinha. É bem verdade que ainda não foi possível porque reviso incontinente um artigo sobre blogs para publicação num livro nacional.
Ontem fez um mês da morte de Graciela. Estou melhor, eu diria, mas custou-me um pouco voltar ao prumo.
Estou testando como se faz para publicar videos no meu blog. Usei como primeiro exemplo uma captura de imagens de músicos de rua em Bruxelas. A viagem aconteceu em julho 2006 quando participei de um curso de verão sobre Comunicação de Crise, convênio entre a Faculdade de Vesalius (local) e a Universidade de Maastrich, na Holanda. Confira aí.